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Genial/Quaest: 43% afirmam desconfiar das urnas eletrônicas | Política

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Mais da metade dos brasileiros (53%) acreditam que as urnas eletrônicas são confiáveis, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (15). Um percentual menor, mas bastante elevado, no entanto, indica desconfiança: 43%. A maioria dos que demonstram desconfiança votou em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022.

O instituto foi às ruas entre os dias 5 e 9 de fevereiro e perguntou aos entrevistados se concordavam com a frase “as urnas eletrônicas são confiáveis”. Além dos 53% que responderam concordar, e dos 43% que disseram discordar, 3% não souberam ou não responderam e 1% disse que não concorda nem discorda da frase. Foram realizadas 2.004 entrevistas. A pesquisa tem nível de confiança de 95%.

O sistema eleitoral foi alvo constante de ataques durante o governo Bolsonaro. Além do discurso contra as urnas eletrônicas, o ex-presidente e seus aliados fizeram pressão no Congresso para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propunha o voto impresso. A Câmara dos Deputados levou o tema à votação no ano de 2021. Sem votos suficientes, a PEC foi rejeitada e arquivada.

A pesquisa Genial/Quaest deste domingo mostra que o índice de desconfiança é puxado justamente pelos eleitores bolsonaristas. Dentre os que votaram no ex-presidente em 2022, 69% afirmaram não concordar que as urnas eletrônicas são confiáveis, ante 26% que responderam confiar. Já entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 75% disseram confiar no sistema eletrônico, ante 22% que indicaram não confiar. 

Essa divisão também se confirma em um outro recorte por posicionamento político. Lulistas (78%) e a esquerda não lulista (82%) são os que mais concordam com a frase “as urnas eletrônicas são confiáveis”. Enquanto bolsonaristas (77%) e a direita não bolsonarista (65%) são os que mais discordam. 

Entre eleitores que se declaram independentes, a maioria afirmou confiar nas urnas. Foram, ao todo, 55%, ante 41% que demonstraram desconfiança.

Entrevistados das regiões Sul (48%) e Centro-Oeste e Norte (48%) são os que mais desconfiam das urnas eletrônicas. Já os do Sudeste (54%) e do Nordeste (59%) são os que mais consideram as urnas confiáveis. 

Dentre evangélicos, a maioria demonstra desconfiança. São 52%, ante 44% que consideram as urnas eletrônicas confiáveis. 

O sistema eletrônico é utilizado desde 1996. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os equipamentos utilizados nas cabines são blindados contra fraudes. Têm 30 camadas de proteção e, além disso, não são conectados à internet, ou seja, não é possível que nenhum hacker consiga invadir para adulterar votos e beneficiar um ou outro candidato.

Todo ano eleitoral, ainda, o TSE realiza a cerimônia de abertura do código-fonte das urnas eletrônicas, que permite a inspeção pela sociedade civil.

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