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Ex-apresentador da CNN é preso nos EUA

Don Lemon, ex-apresentador da emissora americana CNN, foi preso sob a acusação de violar a lei federal enquanto cobria um protesto em uma igreja de Saint Paul, no estado de Minnesota, contra as operações anti-imigração ilegal do governo Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30) o advogado do jornalista.

Lemon, repórter independente de 59 anos, foi detido ontem à noite em Los Angeles enquanto trabalhava na cobertura dos preparativos para a cerimônia do Grammy, detalhou seu advogado, Abbe Lowell, em um comunicado.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou em uma breve mensagem nas redes sociais que Lemon e outras três pessoas foram presas por ordem sua, um fato que gerou surpresa, visto que um juiz havia rejeitado as acusações apresentadas contra o jornalista.

No último dia 19, Lemon esteve em um protesto no qual um grupo de manifestantes interrompeu um culto em uma igreja para se manifestar contra seu pastor, que trabalharia para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), entoando palavras de ordem como “Fora ICE!”.

O Departamento de Justiça do governo Trump tentou apresentar acusações contra oito pessoas, incluindo o jornalista, invocando uma lei que protege aqueles que participam de serviços religiosos em locais de culto.

No entanto, um juiz que analisou as provas autorizou as acusações apenas contra três pessoas e rejeitou as apresentadas contra Lemon e os outros acusados por considerá-las insuficientes.

Posteriormente, a promotoria solicitou a um tribunal federal de apelações a emissão de mandados de prisão, mas estes foram negados.

O advogado de Lemon afirmou no comunicado que a Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão, “existe para proteger os jornalistas cujo trabalho é lançar luz sobre a verdade e exigir prestação de contas dos poderosos”.

Em um vídeo no X, Bondi comentou sobre as prisões. “Não se enganem. Sob a liderança do presidente Trump e desta administração, vocês têm o direito de praticar sua religião livremente e em segurança”, disse a procuradora-geral. “E, caso ainda não tenha ficado claro, se vocês violarem esse direito sagrado, iremos atrás de vocês.”

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