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EUA propõem novo tratado abrangente de desarmamento nuclear

Os EUA voltaram a acusar a China de realizar testes e aumentar seu arsenal nuclear nesta sexta-feira (6), um dia após a expiração do New Start, o último tratado que limitava a produção de armas estratégicas entre Moscou e Washington, do qual Pequim não fazia parte.

O subsecretário dos EUA para controle de armas, Thomas DiNanno, afirmou que a potência asiática faz uma “expansão sem limites nem transparência” de seu arsenal atômico. A Casa Branca voltou a apelar por um acordo mais amplo que alcance pelo menos Washington, Rússia e China.

“O governo dos EUA está ciente de que a China realizou testes explosivos nucleares. O arsenal nuclear inteiro da China não tem limites, nem transparência, nem declarações, nem mecanismos de controle”, afirmou o representante do governo de Donald Trump durante conferência sobre desarmamento na sede ONU.

Pequim voltou a rejeitar tal proposta, sob a justificativa de que seu arsenal é muito inferior ao dos norte-americanos e russos, por isso não seria necessário impor limites às suas capacidades. Moscou, por sua vez, propôs inserir países europeus, como Reino Unido e França, em um novo acordo.

O presidente Trump também afirmou nas últimas horas por meio da Truth Social que deseja “um tratado novo, melhorado e modernizado” que substitua o New START.

“Em vez de prorrogar o tratado New START (um acordo mal negociado pelos EUA que, acima de tudo, está sendo flagrantemente violado), deveríamos encarregar nossos especialistas nucleares de trabalhar em um tratado novo, melhorado e modernizado que possa perdurar no futuro”, escreveu Trump em uma mensagem na plataforma.

Tanto Trump como membros do seu governo optaram por ignorar até agora as ofertas da Rússia para negociar um novo tratado. O New START foi assinado em 2010 pelo ex-presidente democrata Barack Obama.

O próprio Trump afirmou publicamente que concorda com as limitações impostas por este acordo, que afeta armas nucleares de longo alcance e obriga Moscou e Washington a não terem em condições operacionais mais de 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis para lançá-las, mas disse que está interessado em um novo pacto que inclua a China, cujo arsenal, embora inferior em volume, está crescendo e se tornando mais sofisticado.

O Kremlin confirmou nesta quinta que delegações dos EUA e da Rússia realizaram consultas em Abu Dhabi sobre a prorrogação do tratado e disse que as potências “assumirão posturas responsáveis” nesse sentido.

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