O governo dos Estados Unidos começou a retirar, de forma preventiva, parte do seu pessoal da base aérea de Al-Udeid, no Catar, em meio à escalada de tensões com o Irã e à possibilidade de uma ação militar americana, segundo autoridades ouvidas por veículos internacionais nesta quarta-feira (14).
De acordo com informações divulgadas pela emissora CBS News, autoridades americanas classificaram a retirada parcial de pessoal como uma “medida de precaução”, adotada diante do agravamento do cenário regional. A BBC informou que militares do Reino Unido também começaram a ser removidos da base, embora Londres não tenha detalhado o número de efetivos envolvidos.
Em comunicado oficial, o governo do Catar afirmou que as medidas adotadas pelos Estados Unidos ocorrem “em resposta às atuais tensões regionais” e que Doha continuará implementando ações para garantir a segurança de cidadãos, residentes e instalações estratégicas, incluindo infraestruturas militares críticas.
A base de Al-Udeid é a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio e abriga cerca de 10 mil militares americanos, além de aproximadamente 100 integrantes das Forças Armadas britânicas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quantos militares deixarão o local.
Segundo a agência Reuters, diplomatas relataram que, embora parte do pessoal tenha sido instruída a deixar a base, não há sinais de uma evacuação em larga escala, como ocorreu antes da guerra do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares do Irã. Ainda assim, um oficial militar afirmou à Reuters que “todos os sinais indicam que um ataque dos EUA” contra o Irã “é iminente”, embora tenha ponderado que a imprevisibilidade faz parte da estratégia adotada pelo governo do presidente Donald Trump.
A movimentação ocorre após Trump ter ameaçado uma “ação muito forte” caso o regime iraniano avance com execuções de manifestantes presos durante os protestos antigovernamentais. Nesta quarta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos “vão observar e ver” antes de retirar a opção militar da mesa, destacando que recebeu informações de que “não há plano para execuções” no momento.
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