O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, afirmou nesta quinta-feira (29) que a situação com os EUA em relação às pretensões sobre a ilha da Groenlândia está “encaminhada” e assegurou que está “mais otimista” do que há uma semana.
“Não é que as coisas tenham sido resolvidas, mas é positivo porque agora voltamos ao que tínhamos em Washington há exatamente duas semanas, depois de ocorrer um desvio importante e a situação se agravar. Mas agora encaminhamos as conversas”, disse Rasmussen à imprensa ao chegar para uma reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE).
O chefe da diplomacia dinamarquesa referiu-se a uma reunião de alto nível realizada na véspera na capital americana “sobre a questão do Atlântico”, que “transcorreu em um ambiente e tom muito construtivos”, e confirmou que novos encontros foram agendados.
“Como eu disse em inúmeras ocasiões, compartilhamos as preocupações de segurança dos EUA em relação ao Atlântico”, reiterou, ressaltando que este é um assunto que desejam “resolver em estreita colaboração”.
Dessa forma, observou que, por enquanto, não foi possível chegar a nenhuma conclusão, mas enfatizou que hoje se sente “um pouco mais otimista do que há uma semana”.
Na semana passada, foi estabelecido um “marco” com os EUA sobre a Groenlândia, mas ainda não um acordo propriamente dito, já que este deve ser negociado com as autoridades dinamarquesas e com o governo do território semiautônomo do Reino da Dinamarca.
Rasmussen e sua homóloga groenlandesa, Vivian Motzfeldt, pactuaram na semana passada em Washington – em uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o vice-presidente J. D. Vance – a criação de um grupo de trabalho conjunto para estudar as preocupações de segurança dos EUA sem ultrapassar as linhas vermelhas da soberania dinamarquesa e o direito de decisão dos quase 57 mil habitantes da ilha.
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