Nesta sexta-feira (21), a Casa do Seguro encerrou sua programação em Belém após 11 dias de debates intensos durante a COP30. O destaque final foi o COP 30 Global Sustainable Insurance Summit, conduzido por Butch Bacani, head de seguros do United Nations Environment Programme, e por Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
Ao lado de autoridades envolvidas na agenda climática, eles discutiram o papel da liderança latino-americana e as perspectivas para a COP31, que ocorrerá na Turquia, com foco em cooperação regional e alinhamento de compromissos para um futuro mais resiliente.
A despedida marca o fim de uma jornada que mobilizou mais de 2 mil participantes de 22 países, distribuídos em 55 painéis apoiados por dez seguradoras empoderadoras. A Casa do Seguro consolidou-se como um dos espaços mais movimentados e propositivos do evento, aproximando governos, empresas e organizações internacionais em torno do desafio climático global.
A iniciativa contou com o apoio de Allianz, AXA, BB Seguros, Bradesco Seguros, Caixa Seguridade, MAPFRE, Marsh McLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine.
Confira o que rolou no décimo-primeiro dia de evento.
De Belém à COP31: Acelerando e Ampliando a Ambição e a Ação em Relação ao Clima e à Natureza
Na avaliação de Clare Shakya, diretora de clima da The Nature Conservancy (TNC), o Brasil deixou marcas importantes nos debates globais sobre os impactos das mudanças climáticas. “Essa é uma COP muito significativa. Vimos o Brasil se erguer em várias áreas, com chamadas de ação em frentes relevantes. Podemos esperar que muitos dos pontos discutidos aqui em Belém avancem na COP31”, afirmou na manhã desta sexta-feira (21).
Entre os destaques desta edição, Shakya ressaltou a centralidade da preservação ambiental: “O papel da natureza é crítico, mas nem todos os países entendem a restauração florestal como essencial para mitigar o aquecimento global. O Brasil liderou essa pauta, inclusive ao abordar mecanismos de financiamento, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre”.
Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), fez um balanço das atividades da Casa do Seguro e da Conferência das Partes realizada no Brasil. Segundo ele, setores público e privado, no país e no mundo, avançaram de forma concreta. “Foi uma COP muito objetiva, focada na implementação e mais madura em relação à importância da adaptação”, afirmou.
Oliveira destacou que o setor segurador atuou de maneira estratégica e alinhada ao futuro. “Estabelecemos parcerias amplas e uma visão mais transversal. Para o pós-COP, o setor tem condições de ampliar sua contribuição. Já começamos a desenhar a rota para a Turquia. Estamos engajados e comprometidos em seguir contribuindo, com objetividade e foco em soluções.”
Os números da Casa do Seguro
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A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) trabalhou no projeto da Casa do Seguro ao longo dos últimos 18 meses. A operação envolveu 80 pessoas, que colocaram em pé a estrutura de 1.600 metros quadrados, instalada em um pavilhão localizado a poucos metros de distância do hub principal da COP30 em Belém (PA).
Ao longo de 11 dias de programação, entre 10 e 21 de novembro, o espaço foi visitado por mais de 2.000 pessoas, de 22 nacionalidades diferentes. Elas acompanharam uma programação densa, composta por aproximadamente 55 painéis e falas de abertura conduzidas por autoridades governamentais, lideranças empresariais, representantes de organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg. Este esforço foi acompanhado de uma série de encontros e reuniões realizadas em diferentes capitais do Brasil ao longo de todo o ano de 2025.
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