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Derrota de MP da Taxação antecipa disputa eleitoral de 2026

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No programa Última Análise desta quarta-feira (08), os convidados analisaram a derrota do governo Lula na Câmara dos Deputados, que rejeitou e tirou de pauta a Medida Provisória (MP) nº 1303, ou “MP da Taxação”. Com a rejeição, a arrecadação do governo ficará comprometida e se estima que perderá pelo menos R$ 17 bilhões para gastar em 2026.

O ex-procurador Deltan Dallagnol disse que a MP da Taxação havia perdido sua justificativa. “A medida foi estabelecida para suprir a falta que o aumento do IOF ia fazer. Mas quando o STF restabeleceu o IOF nos patamares que o governo tinha estabelecido, não tinha mais justificativa para o governo, a não ser assaltar os bolsos dos brasileiros”, ele explica. Em julho, após o Congresso derrubar decreto que aumentava o IOF, Alexandre de Moraes, em decisão, liberou o aumento.

Ao final da sessão, parlamentares petistas, como o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), acusaram a oposição, sobretudo o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) de ter se articulado em desfavor da MP 1303. Avalia-se que Lula e o PT pretendem jogar a opinião pública contra o Congresso Nacional, visando colher frutos eleitorais para 2026.

“O jogo eleitoral já está caminhando, mas quem começou foi Lula e não a direita. Ele elegeu um adversário, o governador Tarcísio de Freitas, e deixou isso muito claro”, explica o escritor Francisco Escorsim. Ele completa que esta é a retórica petista, que joga a culpa das suas derrotas em algum adversário político.

Nem bem a MP 1303 perdeu a validade, porém, o governo busca uma nova forma de aumentar a arrecadação para este e o próximo ano. De olho nas eleições de 2026, o governo fará o possível para reaver os R$ 17 bilhões que estimava arrecadar no próximo exercício e evitar cortes em pleno ano eleitoral.

Bomba fiscal à vista

A derrota da MP ocorreu dentro de um contexto de uma administração de gastos descontrolados. O governo federal aumentou em quase R$ 4 bilhões a previsão de déficit nas contas públicas para 2025. O novo cálculo aponta que o rombo, que seria de R$ 26,3 bilhões no 3º bimestre, passou a ser de R$ 30,2 bilhões no 4º bimestre.

“Há um alerta de bomba fiscal. Várias instituições e pesquisadores, que acompanham gastos públicos, falam que ela vai estourar em 2027, se nada mudar, pois o governo não vai ter dinheiro para fazer investimento. A previsão, realmente, é de um colapso nas contas públicas”, afirma Dallagnol.

Escorsim ainda aponta para uma perigosa semelhança deste terceiro governo Lula: o segundo governo de Dilma Rousseff. “Dilma teve a famosa ‘nova matriz econômica’. O processo que Lula está fazendo agora é precisamente o mesmo. O negacionismo econômico do petismo é realmente algo assustador”, ele critica.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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