O governo de Cuba informou nesta quarta-feira (25) que se defendeu de uma lancha que vinha da Flórida, nos Estados Unidos, e atirou contra o Exército cubano ao passar pela ilha. Das pessoas que estavam a bordo na lancha, quatro morreram e outras seis ficaram feridas. A situação ocorre em um momento de tensões elevadas entre os dois países.
Em comunicado, o Ministério do Interior de Cuba afirmou que os feridos foram resgatados e estão recebendo atendimento médico, e que o comandante da patrulha cubana também se machucou. O ministério acrescentou que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que ocorreu.
“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma seu compromisso de proteger suas águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é um pilar fundamental do Estado cubano na salvaguarda de sua soberania e estabilidade na região”, segundo a nota.
De acordo com o comunicado, a lancha aproximou-se a menos de uma milha náutica de um canal em Falcones Cay, na costa norte de Cuba, cerca de 200 km a leste de Havana, quando foi abordada por cinco integrantes de uma unidade de patrulha de fronteira cubana. Nesse sentido, a lancha então abriu fogo, ferindo o comandante da embarcação cubana, segundo o comunicado.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse que ordenou aos promotores a abertura de uma investigação separada em conjunto com outros parceiros estaduais e federais de aplicação da lei, afirmando que o relato cubano não pode ser considerado confiável.
“O governo cubano não pode ser confiável, e faremos tudo ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas”, em publicação na rede social Facebook.
O deputado federal americano Carlos Gimenez, republicano cujo distrito inclui o extremo sul da Flórida, pediu uma investigação federal ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA, afirmando que o caso levanta sérias preocupações sobre o uso de força letal contra uma embarcação registrada no país americano.
“As autoridades dos Estados Unidos devem determinar se alguma das vítimas era cidadã americana ou residente legal e estabelecer exatamente o que ocorreu”, disse Gimenez.
Nenhuma das pessoas mortas ou feridas a bordo da embarcação invasora foi identificada, mas Cuba afirmou que ela estava registrada na Flórida.
O incidente aconteceu no momento em que os EUA estão bloqueando praticamente todos os envios de petróleo para a ilha, aumentando a pressão sobre o governo cubano. As interrupções das embarcações começaram após o governo americano ter capturado o então presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, retirando do poder um importante aliado de Cuba.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, disse a repórteres que tinha poucos detalhes, mas que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia informado ele sobre o incidente e está monitorando o caso.
“Esperamos que não seja tão grave quanto tememos, mas não posso dizer mais nada porque simplesmente não sei mais nada”, afirmou.
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