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Croácia aprova retorno do serviço militar obrigatório

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O aumento da tensão na Europa levou o Parlamento da Croácia a aprovar nesta sexta-feira (24) o retorno do serviço militar obrigatório, que estava suspenso no país desde 2008. A medida foi aprovada por ampla maioria – 84 votos a favor, 11 contra e 30 abstenções – e ocorre em meio ao temor de que a guerra entre Rússia e Ucrânia se estenda para outros países do continente.

Segundo o Ministério da Defesa croata, o objetivo da medida é preparar a juventude para enfrentar situações de crise. Em nota, a pasta afirmou que a intenção é ensinar aos jovens “habilidades e conhecimentos básicos necessários em situações de crise, para que contribuam com a segurança nacional”.

O programa de serviço militar terá duração de dois meses e será voltado para o treinamento básico das forças armadas, de acordo com a emissora pública HRT. Os primeiros convocados serão jovens nascidos em 2007, que passarão por exames médicos ainda neste ano. Os recrutas receberão salário, e aqueles que se recusarem a portar armas poderão optar pelo serviço civil alternativo.

A Croácia, membro da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), reforça assim seu aparato de defesa em um momento de crescente militarização no continente europeu. O país também tem ampliado nos últimos anos seu investimento em equipamentos e pessoal militar.

A reintrodução do serviço militar na Croácia acompanha uma tendência observada em outras nações europeias desde o início da invasão russa da Ucrânia. A Lituânia restabeleceu parcialmente o serviço militar em 2015, a Suécia o reimplantou dois anos depois, e a Noruega tornou-se o primeiro país europeu a exigir a participação de mulheres no serviço militar.

Outros países também buscam ampliar suas forças de reserva. Em abril, o ministro da Defesa da Bélgica, Theo Francken, anunciou o plano de elevar o número de reservistas de 6,6 mil para 20 mil, recrutando jovens para o serviço voluntário. Em agosto, a Alemanha aprovou um projeto de lei para promover o alistamento voluntário, com o ministro Boris Pistorius afirmando que “um exército forte – em pessoal e equipamento – é o meio mais eficaz de evitar guerras”.

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