A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Barricadas, que investiga a atuação de parlamentares e suas ligações com grupos criminosos no Rio de Janeiro, está no centro de uma nova polêmica. Depois de semanas de depoimentos e coleta de documentos, surgiu a informação de que há um sério risco de vazamento de dados sensíveis, o que poderia comprometer operações policiais em andamento e colocar agentes em perigo.

O foco principal da CPI é o deputado estadual Giovani Ratinho, acusado por testemunhas de usar seu mandato para interferir em ações da polícia e proteger aliados. Documentos obtidos pela comissão conteriam detalhes sobre logística, inteligência e nomes de operadores. O vazamento desses dados, segundo especialistas em segurança pública, poderia gerar um verdadeiro "mapa da mina" para as facções criminosas.

Risco de vazamento e reações

Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a tensão é grande. Parlamentares da base governista tentam brecar o relatório final, enquanto a oposição pede celeridade e transparência. "Não podemos permitir que informações ultrassecretas caiam em mãos erradas por negligência ou má-fé", afirmou um integrante da CPI que preferiu não se identificar. "A segurança dos nossos policiais está em jogo."

O deputado Ratinho, por meio de sua assessoria, nega envolvimento com qualquer esquema criminoso e diz confiar na justiça. A população da Baixada Fluminense, que acompanha diariamente o noticiário policial, espera que a CPI cumpra seu papel sem colocar em risco a vida de quem trabalha na linha de frente da segurança pública.