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Comorbidades de Bolsonaro preocupam e sala na PF não é adequada, diz cirurgião

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O médico Cláudio Birolini, responsável pelas cirurgias abdominais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde o ano passado, afirma que o político tem comorbidades preocupantes e que a sala em que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, não é adequada para a saúde dele.

Desde que foi preso preventivamente em novembro do ano passado, Bolsonaro tem tido sucessivas crises de soluços e apneia do sono decorrentes da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 e, nesta semana, uma queda da cama que provocou um ferimento em sua cabeça. Ele passou por exames no Hospital DF Star, mais cedo.

“Ele não está em um lugar adequado. Na minha opinião pessoal, o ambiente mais adequado neste momento, frente a situação toda, as demandas, os riscos, é o domiciliar”, afirmou Birolini em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta quarta (7).

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No caso mais recente, do acidente na madrugada, Bolsonaro caiu da cama e bateu a cabeça de leve em um móvel. Isso ocorreu, segundo Birolini, por causa da própria estrutura dos móveis da sala especial, com uma cama estreita e o uso de um aparelho para apneia do sono que, pelas condições, pode provocar acidentes.

“Bolsonaro está em um ambiente que não é o dele, dormindo em uma cama relativamente estreita e usando todas as noites o CPAP, um aparelho no rosto para tratar apneia, ligado a uma tomada. É risco para quedas. E as quedas são as minhas grandes preocupações neste momento”, detalhou.

Cláudio Birolini lembra também que Bolsonaro tem 70 anos de idade com uma capacidade física característica para esta faixa etária. Embora seja “corpulento”, diz, ele “tem fragilidades de uma pessoa da idade dele”.

Sequelas da facada permanecem

Além do acidente desta semana, Bolsonaro segue sofrendo de sequelas permanentes da facada sofrida em 2018 e das sucessivas cirurgias realizadas desde então que, diz Birolini, são passíveis de complicações como aderências intestinais, refluxo e soluços. Isso vem sendo tratado, mas não afasta completamente os problemas.

“Bolsonaro toma medicamentos importantes, como a gabapentina e a clorpromazina para o controle do soluço e um antidepressivo. São medicações que devem ser administradas em horários fixos. Ele tem de fazer fisioterapia respiratória e motora e atividade física diariamente. A alimentação deve ser fracionada em porções maiores e em quantidades menores. Deve mastigar bem, engolir devagar. Tem que ter acompanhamento nutricional e fazer medição de impedância corporal”, explica.

Segundo o cirurgião, Bolsonaro engordou 8 kg desde que passou do regime domiciliar para a prisão preventiva, o que não poderia ocorrer devido às suas condições de saúde. A apneia do sono é um dos problemas causados pelo aumento de peso, além de ter perdido um pedaço do intestino, sequelas na parede intestinal, atrofia significativa de alguns músculos da parede abdominal, entre outros.

“Bolsonaro já tinha uma propensão a ter soluço antes da facada. Mas isso se intensificou desde a cirurgia feita em abril. Resumidamente, quando o paciente tem um quadro de obstrução intestinal crônica, isso dificulta o esvaziamento do estômago. O estômago fica mais dilatado e o risco de soluços também”, afirmou.

Birolini também apontou fatores comportamentais e emocionais como agravantes do quadro clínico. Segundo ele, a forma acelerada de falar e de se alimentar pode piorar as condições intestinais e levar a mais problemas como têm ocorrido.

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