O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta segunda-feira (16) que ainda não definiu a data para sua eventual renúncia ao cargo, passo necessário caso decida concorrer ao Senado nas eleições deste ano.
Em entrevista coletiva concedida no camarote oficial do governo estadual no Sambódromo Marquês de Sapucaí, Castro indicou que a decisão depende de uma articulação política com seu grupo, incluindo nomes como o senador Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Altineu Côrtes.
“Não tem data. Eu sempre falei que isso estaria indexado a uma possível candidatura do nosso grupo político”, declarou o governador, ressaltando que o limite legal para a desincompatibilização é o dia 3 de abril.
Castro enfatizou que sua saída está condicionada à segurança de que o Estado continuará em boas mãos, especialmente diante dos desafios financeiros. “Preciso eu ter a garantia de que a pessoa que, caso eu saia, vá ficar no meu lugar, seja alguém com condições de tocar, sobretudo num estado com R$ 19 bilhões de déficit até o final do ano”, explicou.
Sobre a sucessão direta no Palácio Guanabara, Cláudio Castro defendeu que o secretário Nicola Miccione, da Casa Civil, é o nome ideal para assumir o comando do Estado em uma eventual eleição indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Caso eu saia, meu único projeto é o secretário Nicola. Exatamente por conhecer muito bem a máquina, saber o que vai fazer até o final”, afirmou.
O governador ponderou, no entanto, que a decisão não é impositiva: “Eu não sou dono do Rio de Janeiro para definir o destino das pessoas. Eu lidero, vou tentar convencê-los [os parlamentares] que é o melhor caminho”.
Questiomado sobre a ausência no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de domingo (15), o governador minimizou o episódio, negando qualquer motivação política para não ter assistido à apresentação da escola. “Não foi só essa, eu não assisti nenhuma escola ontem”, justificou, explicando que o ambiente dos camarotes institucionais exige atenção aos convidados.
Enquanto o prefeito Eduardo Paes (PSD) acompanhou Lula na Avenida, Castro permaneceu no camarote, evitando o encontro público com o petista. Castro também celebrou o sucesso do Carnaval, que classificou como “o maior Carnaval da história”. “Passamos da média de 91% de ocupação hoteleira. Lembrando que nós somos uma cidade e um estado pós-Olímpico, que teve um incremento de quase 40% no número de leitos, então realmente é um Carnaval lotado”, detalhou.
O governador ainda citou a entrada de mais de 600 mil pessoas pelo Aeroporto do Galeão e o investimento recorde do estado. “Maior patrocínio público da história, de R$ 97 milhões. Já dá para ser considerado o maior Carnaval da história”, disse.
16/02/2026 22:35:14
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