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China amplia produção de submarinos nucleares e desafia EUA

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O International Institute for Strategic Studies (IISS), think tank com sede em Londres especializado em segurança internacional, geopolítica e capacidades militares, publicou uma análise na segunda-feira (16) mostrando que a China ampliou de forma significativa sua produção de submarinos nucleares entre os anos de 2021 e 2025, superando os Estados Unidos em número de lançamentos e em tonelagem no período – indicador que mede o tamanho e a capacidade das embarcações.

Segundo o relatório, Pequim lançou dez submarinos nucleares no intervalo de cinco anos, somando cerca de 79 mil toneladas, enquanto os Estados Unidos lançaram sete unidades, totalizando aproximadamente 55,5 mil toneladas no mesmo período. De acordo com o IISS, trata-se de uma mudança drástica em relação ao ciclo anterior, quando a produção americana superava a chinesa.

Conforme a análise, a expansão foi impulsionada pelo aumento da capacidade industrial do estaleiro da estatal Bohai Shipbuilding Heavy Industry Co., localizada na cidade de Huludao, no norte da China. Imagens de satélite comerciais avaliadas pelo IISS indicam que a estatal está investindo ativamente na construção e no lançamento de novos submarinos das classes Type-094 (balísticos nucleares) e Type-093B (de mísseis guiados).

O IISS aponta que os Type-094 fazem parte do fortalecimento da tríade nuclear chinesa — composta por mísseis intercontinentais terrestres, bombardeiros estratégicos e submarinos lançadores de mísseis balísticos. Já os Type-093B seriam versões aprimoradas, possivelmente equipadas com sistema de lançamento vertical para mísseis guiados, o que, segundo observou o think tank, amplia a capacidade ofensiva naval da China.

Apesar do crescimento quantitativo, o IISS avalia que os submarinos chineses ainda apresentam diferenças qualitativas em relação aos modelos americanos e europeus, especialmente em termos de sofisticação tecnológica e níveis de ruído, fator relevante para operações de dissuasão.

A análise foi repercutida pela emissora americana CNN, que destacou que, apesar de os Estados Unidos ainda manterem ampla vantagem no total de submarinos nucleares — 65 unidades contra 12 chinesas ativas no início do ano passado -, o ritmo acelerado de lançamentos por parte de Pequim pode aumentar a pressão estratégica sobre Washington nos próximos anos.

De acordo com o IISS, o aumento do número de submarinos chineses em operação representa um desafio crescente para os Estados Unidos e seus aliados, que, segundo o think tank, enfrentam certos atrasos na expansão de sua própria produção naval.

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