Um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) realizou na tarde deste domingo (11) em Brasília um ato de apoio ao ex-presidente, que partiu e retornou às mediações da Antena de TV, com uma parada na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde ele está preso. Parte do grupo com cerca de 200 veículos também se concentrou após o percurso do comboio na portaria do condomínio onde Bolsonaro reside. A fila de cerca de carros e motos percorreu a região central da capital federal, passando pelo setor policial sul com buzinaço, faixas e bandeiras do Brasil.
Um dos seus principais organizadores, o advogado e ex-desembargador Sebastião Coelho, convocou o ato por meio de vídeos e postagens nas redes sociais, nos quais ele pede aos brasileiros para “deixar a inércia”. Outro participante de destaque foi o senador Izalci Lucas (PL-DF), que também discursou em frente ao local onde Bolsonaro está preso, na Superintendência da PF.
As principais mensagens do protesto eram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a aprovação da anistia para todos os condenados nos atos do 8 de Janeiro e da chamada trama golpista. Coelho alertou para o risco de morte de Bolsonaro em razão do seu quadro de saúde delicado das restrições de assistência médica na cela da PF onde cumpre pena de 27 anos. Ele culpa a postura intransigente de Moraes pela situação.
Nas mensagens divulgadas antes, durante e depois do ato, os organizadores afirmaram que a mobilização tinha como objetivo defender a liberdade, criticar decisões do Judiciário e pressionar o Congresso pela aprovação de um projeto com benefícios mais amplos e duradouros aos condenados.
Sebastião Coelho classificou a carreata como uma manifestação pacífica e afirmou que o movimento busca manter viva a mobilização de apoiadores de Bolsonaro em Brasília e no país. O ex-desembargador voltou a fazer críticas diretas ao STF e, em especial, a Moraes, relator das ações penais relacionadas aos episódios na Praça dos Três Poderes.
“Vamos continuar até que o direito da dosimetria e da anistia cheguem em todas as vítimas, mesmo que nossa luta seja contra o governo PT, contra o STF, contra qualquer um que aja injustamente com o povo brasileiro”, disse Izalci Lucas após o ato.
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