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Captura de Maduro aprofunda crise energética de Cuba

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Cuba enfrentará apagões prolongados ao longo desta quinta-feira (8), com cortes que, durante os horários de pico de demanda, deixarão até 52% do país sem energia elétrica simultaneamente, segundo dados da União Elétrica (UNE), estatal cubana.

A ilha sofre com uma grave crise energética desde o verão de 2014 devido a dois fatores estruturais: a falta de divisas para importar petróleo em quantidade suficiente e as frequentes falhas em suas usinas termelétricas obsoletas.

Soma-se a isso a incerteza após a operação dos EUA que resultou na prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, já que Caracas era o principal fornecedor de petróleo bruto para Havana.

A UNE, vinculada ao Ministério de Energia e Minas de Cuba, estima uma capacidade de geração de 1.560 megawatts (MW) e uma demanda máxima de 3.200 MW durante a tarde e a noite.

O déficit — a diferença entre oferta e demanda — será de 1.640 MW, e o impacto estimado — a quantidade que será efetivamente desconectada para evitar apagões desordenados — chegará a 1.670 MW.

Atualmente, cinco das 16 usinas termelétricas em operação estão fora de serviço devido a avarias ou falta de manutenção. Essa fonte de energia representa aproximadamente 40% da matriz energética de Cuba.

Os ditadores Miguel Diáz-Canel, de Cuba, e Nicolás Maduro, removido do poder na Venezuela pelos EUA. Crédito: EFE/ Ernesto Mastrascusa

Além disso, 116 usinas de geração distribuída (geradores) não estão operando por falta de combustível (diesel e óleo combustível). Ademais, cerca de 15 outras estão desligadas por falta de lubrificantes.

Especialistas independentes indicam que a crise energética em Cuba decorre do subfinanciamento crônico desse setor, que é totalmente estatal desde a revolução cubana de 1959.

Diversas estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões para estabilizar o sistema elétrico. Por sua vez, o regime cubano aponta para o impacto das sanções americanas sobre o setor e acusa Washington de “estrangulamento energético”.

Os prolongados apagões diários estão prejudicando gravemente a economia, que contraiu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais. Eles também foram o estopim dos principais protestos dos últimos anos.

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