O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (5) que o Brasil enviará equipamentos e remédios para pacientes que precisam de diálise na Venezuela. O país vizinho apontou que a operação dos Estados Unidos do último sábado (3) destruiu um centro de distribuição de medicamentos e de tratamento de pacientes renais.
“Estamos buscando mobilizar, com estrutura do SUS e das empresas privadas, insumos para diálise e medicamentos, e vamos dar esse apoio ao povo venezuelano, que teve o centro de distribuição atacado”, disse Padilha a jornalistas.
Segundo ele, a “Venezuela tem cerca de 16 mil pacientes em tratamento de diálise, o que corresponde a aproximadamente 10% do número de pacientes do Brasil, que conta com quase 170 mil pessoas em diálise permanente pelo SUS”.
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Durante a coletiva, o ministro enfatizou que a prioridade do ministério é o SUS, mas ponderou que é preciso evitar uma crise sanitária.
“Nossa prioridade absoluta é cuidar do SUS e do povo brasileiro, reduzindo ao máximo qualquer impacto de um eventual aumento de fluxo migratório, mas também manter a cooperação regional, fundamental para evitar a propagação de crises sanitárias no nosso país”, disse.
Padilha lembrou que a Venezuela ajudou o Brasil durante a pandemia de Covid-19, fornecendo oxigênio para hospitais de Manaus. “A gente não pode esquecer que, quando houve o colapso de oxigênio em Manaus, vieram 135 mil metros cúbicos de oxigênio da Venezuela para salvar o povo brasileiro”, ressaltou.
Ele afirmou que o Brasil “sempre estará à disposição e mobilizado para ajudar” o sistema de saúde e o povo venezuelano. “Desde o começo a gente se prepara para, se for necessário, realizar um aumento de efetivo. Estamos preparados para isso”, disse.
A pasta poderá reforçar a Operação Acolhida, em Roraima. Uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) foi enviada à fronteira para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos no estado.
O ministério também estrutura um plano de contingência para “resposta do SUS ao possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça”. Até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região.
No final de semana, militares americanos capturaram e destituíram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O líder chavista e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta segunda-feira (5) pela primeira vez ao tribunal de Nova York depois de terem sido detidos em Caracas e levados aos Estados Unidos para serem julgados sob a jurisdição americana. Os dois alegam inocência.
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