As bolsas da Ásia avançaram nesta segunda-feira, com destaque para Hong Kong, onde as ações dispararam após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump, colocando a China entre os países que devem enfrentar alíquotas mais baixas sobre exportações para os Estados Unidos. As bolsas de Tóquio e de Xangai ficaram fechada devido a um feriado.
O índice Kospi, de Seul, subiu 0,65%, a 5.846,09 pontos. O índice MSCI Ásia, excluindo o Japão, avançou 0,83%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve valorização de 2,53%, a 27.081,91 pontos.
Na sexta-feira passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas emergenciais de Trump, levando o presidente a anunciar rapidamente uma nova taxa de 10% para o resto do mundo, que depois foi elevada para 15%.
“O cenário tarifário agora é mais incerto do que antes, e a incerteza não é uma boa notícia para nenhuma economia ou mercado”, disse Rodrigo Catril, estrategista sênior de câmbio do NAB. “A menos que o bom senso prevaleça, podemos estar entrando em um processo circular em que novas tarifas são anunciadas, depois potencialmente derrubadas, apenas para que novas tarifas sejam anunciadas novamente — e repetimos a dança.”
Ainda não estava claro quando as novas tarifas seriam impostas, o que poderia ser excluído e se todos os países seriam atingidos pela taxa de 15%. Alguns, incluindo Reino Unido e Austrália, tinham tarifas de 10% sob as regras anteriores, enquanto muitos países da Ásia enfrentavam taxas mais altas.
O Yale Budget Lab afirmou que a taxa média efetiva geral de tarifas ficaria em 13,7% após o anúncio de Trump no sábado, abaixo dos 16% — o nível mais alto desde 1936 — antes da decisão da Suprema Corte. O instituto acrescentou que espera que as tarifas de 15% expirem após 150 dias, seguindo a Lei de Comércio de 1974, sob a qual foram invocadas. Nesse caso, a taxa média cairia para 9,1%.
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