O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se reuniram nesta quinta-feira (15), um dia depois da operação que aprofundou as investigações sobre o suposto esquema de fraude no Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que barrou o acesso imediato da PF às provas colhidas e determinou o envio do material à PGR.
A reunião partiu de Andrei e ocorreu por volta das 14h. Ele e Gonet já tinham se encontrado mais cedo no Palácio do Planalto, em uma reunião que contou com a participação de diversas autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado. Na quarta (14), Andrei se reuniu com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.
Ao autorizar a operação sobre o Master, Toffoli criticou uma suposta “inércia” da PF e determinou em um primeiro momento que as provas ficariam em seu gabinete no Supremo. Após pedidos de reconsideração feitos tanto pela PF quanto pela PGR, ele decidiu enviar o material para Gonet. Em um segundo recuo, Toffoli indicou nesta quinta quatro peritos da PF para que participem da extração dos dados.
As decisões de Toffoli causaram surpresa e desconforto em integrantes da PF. Andrei, por exemplo, disse em pedido encaminhado ao ministro que a falta de acesso poderia dificultar a continuidade das investigações. O argumento na PF é que a falta de acesso imediato aos dados atrapalharia a extração de provas.
A análise do material pela procuradoria-geral da República deve ser feita na Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea). Segundo integrantes da PGR consultados pelo Valor, a unidade tem meios para extrair dados de celulares e computadores. Eles ponderam, no entanto, que a estrutura não é tão grande quanto a da PF.
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