Marco Aurélio de Carvalho, sócio-fundador do grupo jurídico Prerrogativas, muito próximo de Lula e de sua família, solicitou nesta quinta-feira (8), em Brasília, providências quanto ao vazamento de informações do inquérito que apura fraudes em descontos do INSS. Carvalho conversou com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pedindo para que sejam investigados agentes responsáveis pelo que classificou como “vazamentos seletivos” que têm como alvo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” por ser filho do presidente.
Carvalho falou no Palácio do Planalto com o diretor da PF, a quem chamou de “amigo”, para cobrar a apuração das responsabilidades. “O trabalho da PF, sob a liderança do presidente Lula, é exemplar, mas estão acontecendo casos como o do filho do presidente, com vazamentos absolutamente seletivos e criminosos”, declarou.
Apesar da crítica aos vazamentos, o advogado elogiou bastante a atual gestão da PF, afirmando que Andrei Rodrigues realiza um “trabalho irrepreensível”. Questionado se o pedido restringia-se ao caso de Lulinha, Carvalho esclareceu tratar-se de uma recomendação “geral”, aplicável a outras investigações sob sigilo.
Amigo pessoal de Lulinha, Carvalho atuou como seu representante em diversos processos. Ele tem chamado publicamente de “ilações” a possibilidade de vínculo entre o filho do presidente e o careca do INSS.
O diálogo entre Carvalho e Rodrigues ocorreu durante as celebrações do 8 de janeiro. A interação foi flagrada por cinegrafistas do SBT e confirmada posteriormente pelo próprio advogado à reportagem da Gazeta do Povo.
Possível relação com careca do INSS
A PF investiga uma possível relação entre “Lulinha” e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A corporação informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter encontrado citações ao filho do presidente em documentos colhidos durante as diligências.
A autoridade policial quer saber se o filho do presidente atuou como “sócio oculto” do empresário. A citação consta em um relatório enviado pela autoridade policial ao STF que teve trechos publicados. Lulinha ainda não é investigado oficialmente no inquérito que apura o esquema de fraudes no INSS.
Um relatório da Polícia Federal enviado ao STF indicou que o nome de Lulinha apareceu em três conjuntos de informações reunidas durante a Operação Sem Desconto. Até o momento não há provas de participação direta nos crimes investigados.
Os investigadores apuram a hipótese de que a ligação entre Lulinha e o Careca do INSS teria ocorrido por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal do filho do presidente.
A investigação quer apurar agora qual o efetivo papel de Roberta no esquema, se ela de fato atuou em nome de Lulinha na sociedade oculta, como eram os negócios realizados e se possuíam vínculos com os desvios do INSS.
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