A ascensão em tempo recorde do Banco Master, alicerçada especialmente por meio da oferta de CDBs com rentabilidade acima da média de mercado, expôs uma rede de influência construída pelo ex-controlador Daniel Vorcaro junto a instâncias decisórias do Estado brasileiro.
O escândalo de fraudes revelado pelas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), e a consequente liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), geraram ampla repercussão em Brasília não apenas pelos riscos financeiros envolvidos, mas pelo envolvimento de figuras poderosas dos três Poderes em decisões e iniciativas que, direta ou indiretamente, beneficiaram a instituição ao longo de sua trajetória.
Paralelamente, na leitura de analistas políticos e fontes do mercado, decisões tomadas em diferentes áreas institucionais passaram a ser interpretadas como um esforço para conter os efeitos do caso Master. Segundo esses interlocutores, a intenção seria evitar que as investigações avançassem sobre as relações políticas e corporativas construídas por Vorcaro ao longo do tempo. Nesse processo, foram se somando iniciativas no Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal de Contas da União (TCU), no Congresso e no governo federal.
A mais recente foi a reunião — fora da agenda oficial — convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, na manhã da última quinta-feira (15), com a cúpula da equipe econômica e representantes do Judiciário e de órgãos de investigação.
Horas antes, o Banco Central havia decretado a liquidação da CBSF DTVM (antiga Reag), instituição investigada na Operação Carbono Oculto, da PF, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a PF e o Ministério Público, a gestora mantém conexões analisadas no contexto das apurações que envolvem o Master, num esquema investigado de fraudes estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões.
Participaram do encontro o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o ministro do STF Alexandre de Moraes; e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
A reunião durou cerca de duas horas e foi apresentada oficialmente como um esforço para articular uma estratégia integrada de enfrentamento ao crime organizado, elevada ao patamar de “ação de Estado”.
Nos bastidores, porém, essa versão perdeu força. A composição do encontro reforçou a percepção de que os desdobramentos do caso Master estiveram no centro das discussões – avaliação confirmada pelo novo ministro da Justiça, Wellington Lima Silva, durante coletiva de posse realizada horas depois. No mesmo evento, Lula buscou enquadrar o episódio dentro da narrativa de combate ao crime organizado.
“Depois da situação do Banco Central com o Banco Master, eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral desse país, falei ao presidente da Suprema Corte [Edson Fachin]: hoje nós fizemos uma reunião para dizer que nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado”, afirmou o presidente.
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Uma rede apartidária de conexões
Desde a liquidação do Banco Master, em novembro, o caso passou a se desdobrar em episódios sucessivos que revelam a extensão de suas implicações. O esquema de fraudes financeiras estimado em cerca de R$ 12 bilhões num banco sem relevância sistêmica teve reações que extrapolaram o padrão e ocupou o centro do debate político e jurídico em Brasília.
Segundo gestores do mercado ouvidos pela Gazeta do Povo, essa projeção só se explica pela densidade das relações cultivadas por Daniel Vorcaro junto a diferentes instâncias do poder.
A construção dessa rede teve início em 2019, acompanhando a transformação de Vorcaro de empresário regional em banqueiro com trânsito nacional. Sua participação em eventos de alto padrão ajudou a sedimentar sua imagem de sucesso e influência no meio político-empresarial.
O episódio mais emblemático do estilo ostentação de Vorcaro foi a festa de aniversário de 15 anos de sua filha, em agosto de 2023, descrita como um megashow privado, com custos avaliados em R$ 15 milhões. O ponto de inflexão de sua trajetória, no entanto, ocorreu em 2024, quando ele foi apresentado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega ao presidente Lula – gesto que abriu portas e consolidou sua circulação nos círculos políticos restritos de Brasília.
Enquanto o banco acelerava sua expansão, numa estratégia que era vista com desconfiança por concorrentes da Faria Lima, Vorcaro se tornava presença constante em jantares reservados, eventos fechados e encontros privados com autoridades do Executivo e do Legislativo, muitos deles organizados pelo grupo Esfera Brasil, que reúne lideranças no Brasil e no exterior.
Em um desses encontros, realizado em outubro do ano passado, em Roma, Vorcaro defendeu que o governo enfrentasse o desequilíbrio fiscal das contas públicas e, ao mesmo tempo, manifestou apoio à gestão Lula, sinalizando uma estratégia de acenos simultâneos à esquerda e à direita.
Essa articulação foi reforçada pela atuação de seu cunhado, Fabiano Campos Zettel — um dos maiores doadores das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022 —, evidenciando a construção de pontes tanto com o governo Lula quanto com figuras influentes da direita e do Centrão.
Nesse período, Vorcaro estreitou relações com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Segundo relatos de bastidores, ambos atuaram posteriormente, em 2025, como interlocutores políticos para abrir canais de negociação visando à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A operação, considerada de alto risco, acabou vetada pelo BC.
A rede de influência também alcançava o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além de parlamentares da Câmara e do Senado, como Hugo Motta, atual presidente da Câmara, e Arthur Lira, ex-presidente da Casa.
“Sem esse trânsito privilegiado — no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, alheio a colorações partidárias — o banco dificilmente teria alcançado o patamar que alcançou”, afirmou um executivo do mercado financeiro à Gazeta do Povo, sob condição de anonimato.
Trata-se de uma prática recorrente, segundo o gestor. “Desconsiderando fatores morais ou éticos, faz sentido tentar converter vantagem econômica em moeda de barganha política”, diz. “O objetivo pode ser garantir longevidade, blindagem jurídica contra reveses ou expansão de influência. Foi exatamente o que vimos no caso de Daniel Vorcaro e do Banco Master”, prossegue.
Legislativo: decisões favorecem modelo de negócios do Master
Em 2024, quando Vorcaro e o Master já chamavam atenção no mercado financeiro, se intensificaram no Congresso propostas sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o crédito consignado e a ampliação dos instrumentos de captação de recursos.
Um projeto de lei (PL 4395/2024) foi apresentado em 14 de novembro de 2024 pelo então deputado Filipe Barros (PL-PR) propondo elevar o limite de cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ.
A discussão sobre a elevação ou flexibilização da cobertura do seguro beneficiava diretamente bancos como o Master, que dependem da captação no varejo, ao aumentar a sensação de segurança para o investidor. O projeto não chegou a ser aprovado na Câmara, mas o avanço da proposta reforçou, no mercado, o poder de influência de Vorcaro junto ao Legislativo.
Para o jurista José Paes Neto, especialista em lobbying e anticorrupção pela Universidade Sapienza de Roma, não existe, em tese, problema em influenciar proposições legislativas. Setores empresariais fazem isso no mundo todo por meio de práticas de lobby legitimadas. “O problema está em garantir benesses em troca dessa influência”, diz.
Segundo ele, “quando há uma relação excessivamente próxima entre políticos, gestores públicos e a iniciativa privada, especialmente instituições financeiras, e quando há aparente troca de favores para influenciar políticas públicas, esse comportamento deixa de ser lobby legítimo e pode caracterizar ilícitos”.
Judiciário: decisões monocráticas e STF sob escrutínio
Em 2022, quando o processo de expansão do Banco Master se cristalizava, técnicos do BC passaram a manifestar preocupações crescentes com o modelo de crescimento adotado pela instituição.
O foco das dúvidas estava no ritmo acelerado de captação, fortemente apoiado na garantia do FGC e na concentração de ativos, à luz das regras prudenciais previstas em normas como a Resolução CMN nº 4.557/2017, que trata da gestão de riscos e da exigência de capital.
Neste cenário, disputas regulatórias envolvendo bancos médios com perfil semelhante chegaram ao STF, não em ações diretas contra o Master, mas por meio de mandados de segurança, reclamações e pedidos cautelares. Nessas ações, as instituições questionavam atos de supervisão do BC e alegavam risco de interrupção abrupta das atividades, além de insegurança jurídica.
Em decisões individuais entre 2022 e 2023, o ministro Alexandre de Moraes concedeu medidas que evitaram a aplicação imediata de restrições mais duras às instituições, permitindo a continuidade das operações enquanto os casos seguiam em análise. As decisões se apoiaram na necessidade de garantir o devido processo legal e evitar impactos bruscos no sistema financeiro.
Entre 2023 e o início de 2024, o ministro Dias Toffoli reforçou, em votos e decisões, o entendimento, determinando que cabe ao BC conduzir a supervisão do sistema financeiro, com prioridade sobre órgãos de controle externo, numa tentativa de resguardar a segurança jurídica.
Isso reforçou a percepção de que modelos de expansão agressiva não seriam imediatamente interrompidos por atos unilaterais da supervisão, o que acabou beneficiando, por efeito sistêmico, bancos em rápida expansão.
STF ganha protagonismo na contenção do caso
Atualmente, Toffoli e Moraes estão sob questionamento e escrutínio público em razão de uma sequência de acontecimentos e decisões. No caso de Toffoli, a atuação passou a ser criticada após o ministro trazer ao Supremo, no início de dezembro de 2025, o processo envolvendo Vorcaro.
O pedido da defesa do empresário buscava retirar o caso da primeira instância a partir da menção a um parlamentar com foro privilegiado. Toffoli impôs sigilo integral à tramitação, o que suspendeu o andamento regular do inquérito e restringiu o acesso público aos autos.
Em seguida, determinou a realização de uma acareação entre investigados e o diretor de Fiscalização do BC, incluindo Vorcaro e o ex-presidente do BRB, em decisão tomada sem pedido expresso da Polícia Federal e em pleno recesso do Judiciário.
O desgaste se intensificou após a divulgação de uma viagem realizada dias antes, em 28 de novembro de 2025, quando Toffoli embarcou em um jato particular com destino a Lima (Peru), onde assistiu à final da Copa Libertadores. Na aeronave estava o advogado Augusto de Arruda Botelho, do grupo Prerrogativas, que atua na defesa de um dos diretores do Banco Master em processos no Supremo.
Na sequência, reportagens revelaram que um irmão de Toffoli figurou como sócio de um resort vinculado ao grupo econômico do Banco Master. O empreendimento fazia parte do braço imobiliário associado ao banco no período anterior à sua liquidação pelo Banco Central. A informação ampliou a sensação de esfacelamento institucional, ao levantar questionamentos públicos sobre potenciais conflitos de interesse no caso.
Já Moraes entrou na berlinda após a revelação de contratos entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Firmado em janeiro de 2024, o acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos — cerca de R$ 129 milhões no total — para atuação consultiva junto ao Banco Central, Receita Federal, Congresso e instâncias judiciais e administrativas, sem especificação dos serviços contratados. Com a liquidação do banco, os repasses foram interrompidos, e não há informação pública sobre quanto do valor foi efetivamente pago.
Para Paes Neto, os episódios arranham a credibilidade do STF. “No caso do Supremo, não basta que os ministros sejam imparciais; é fundamental que também pareçam imparciais”. Para ele, “cortes superiores exigem uma conduta especialmente rigorosa para preservar a legitimidade de suas decisões, sobretudo diante do protagonismo crescente do STF”.
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Executivo: o nome temido pelo Planalto
No Executivo, a preocupação com os desdobramentos do caso não é menor diante da possibilidade de associação a figuras do primeiro escalão do governo Lula. Nesse contexto, o nome que mais causa apreensão no Planalto é o de Augusto “Guga” Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Lima foi operador do CredCesta, programa de crédito consignado implantado em 2018, no governo de Rui Costa (PT), voltado principalmente a servidores estaduais. A operacionalização (como a emissão dos cartões, a análise de crédito e os contratos consignados) foi realizada inicialmente pelo Banco Master, e depois dos problemas judiciais, foi repassada ao Banco Pleno.
Foi nesse ambiente institucional que Lima, ligado diretamente ao senador Jaques Wagner (PT-BA) – figura-chave da articulação política do Planalto e elo na conexão entre o banco e o estado baiano – construiu sua atuação antes de ingressar no banco de Vorcaro.
O receio no governo decorre da possibilidade de que as investigações evidenciem que a base do crescimento do Master não foi apenas financeira, mas também administrativa e política, sustentada por decisões do governo baiano.
Embate entre BC e TCU expõe tentativa de salvar o Master
Iniciativas para revisar a liquidação extrajudicial do banco desencadeadas pelo Tribunal de Contas da União intensificaram a percepção de tentativas de barrar as investigações do caso. O ministro Jonathas de Jesus, do TCU, articulou a abertura de uma inspeção inédita para investigar a atuação do BC sob o argumento de que o órgão teria extrapolado competências ou falhado em deveres de supervisão.
A iniciativa gerou forte reação técnica e jurídica e foi vista como pressão política sobre o BC. Por fim, acabou esvaziada por um arranjo institucional costurado entre o Banco Central e o TCU — que limitou o alcance da inspeção, preservando o sigilo bancário e afastando qualquer efeito concreto capaz de barrar a investigação, anular decisões do BC ou reverter a liquidação do banco.
A medida arrefeceu a tensão imediata, mas não encerrou o conflito. Nos bastidores, Galípolo passou a atuar para preservar a autonomia do BC e consolidar a liquidação como fato consumado, reforçando a articulação com a Polícia Federal.
A estratégia foi ancorar a intervenção regulatória em investigações criminais em curso, deixando claro que a medida não se limitou a uma decisão técnica, mas respondeu a um ambiente marcado por riscos sistêmicos e indícios robustos de irregularidades.
Após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, na última quarta-feira (16), a condução do caso no STF mostrou que a tentativa de administrar (ou amortecer) os efeitos da investigação permanecem.
Toffoli decretou sigilo reforçado, retirou a Polícia Federal da custódia direta das provas e tentou centralizar o material no STF, que tradicionalmente deveria ir para a PF. A partir dos mandados de busca e apreensão contra os empresários Fabiano Zettel e Nelson Tanure, sócios de Vorcaro, Toffoli apreendeu 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em espécie e 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.
A PF alertou para o risco de frustração da operação caso os dispositivos não fossem submetidos de forma imediata à perícia técnica, como é praxe, inclusive pelo risco de apagamento remoto de dados em nuvem.
Ao longo da tarde, diante do estranhamento público, críticas na imprensa e no meio político, Toffoli passou a ajustar sua posição. Primeiro, divulgou nota oficial afirmando que o acautelamento teria como finalidade apenas a preservação das provas, que seriam posteriormente periciadas pelas autoridades competentes.
Em seguida, em um segundo comunicado, informou que o material sequer havia chegado ao STF e determinou que os aparelhos permanecessem com a PF, desde que mantidos carregados e desacoplados de redes telefônicas e de wi-fi, orientação que, segundo investigadores, aumentaria o risco de eliminação remota de arquivos.
À noite, em novo movimento que reacendeu a controvérsia, Toffoli mudou novamente o destino das provas e determinou o encaminhamento direto de todo o material apreendido da PF à PGR — que já tinha se manifestado pela manutenção das provas sob custódia da Polícia Federal.
No dia seguinte, após manifestação formal da própria PGR e diante da reação institucional, Toffoli autorizou a participação de quatro peritos da Polícia Federal na extração de dados e na perícia.
Os supostos do ministro visaram reduzir a pressão pública imediata, mas não funcionou. Pelo contrário, contribuíram para ainda mais críticas à postura de Toffoli e aumentaram os holofotes sobre o ministro.
Senadores da oposição já haviam apresentado, na quarta-feira (14), um pedido de impeachment contra o ministro, por suposto crime de responsabilidade. Assinado por Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), o pedido alega “violação da imparcialidade”, já que Toffoli é o relator do caso no Supremo; “possível conflito de interesses”, pela ligação de parentes do ministro ao Master; e “conduta incompatível com o decoro do cargo”, pela viagem com o advogado de diretor do Master.
Na sexta-feira (16), a Transparência Internacional Brasil defendeu que a PGR deveria pedir ao STF o afastamento do ministro do inquérito sobre o Banco Master. A ONG afirmou que “o histórico de Toffoli é suficiente para tornar vã qualquer expectativa de que se afaste do caso”.
“É um juiz que não se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento que o citava e e-mail citando o ‘amigo do amigo de meu pai’; (3) suspender multa de 10 bilhões da J&F, que tinha sua esposa como advogada”, disse a Transparência Internacional Brasil no X.
Aumentando o cerco, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou neste sábado (17) nota pública em que manifesta “elevada preocupação” com a condução das investigações no âmbito do STF. O texto afirma que despachos de Toffoli causam “legítima perplexidade institucional” e que as “providências” adotadas pelo ministro “destoam dos protocolos institucionais da Polícia Federal”.
Neste clima de disputa, Toffoli terá de decidir sobre a solicitação da PF para a abertura de um inquérito específico para investigar a suposta campanha coordenada nas redes sociais com influenciadores recrutados para difamar o Banco Central pela liquidação do Master.
A PF deseja apurar se os 46 perfis foram acionados para atacar o BC e tentar reverter a liquidação do Master a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, que nega as acusações. O pedido foi feito na última terça-feira (13). A resposta indicará se o ministro está confortável ou não para dobrar a aposta na contenção do escândalo.
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