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Expansão do ‘click to pay’ no e-commerce brasileiro segue em ritmo lento, mostra estudo | Finanças

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O “click to pay”, tecnologia que permite pagar compras on-line com cartões com apenas um clique, ainda enfrenta dificuldades para ganhar tração no comércio eletrônico brasileiro. O método passou a aparecer nos estabelecimentos acompanhados pelo estudo de meios de pagamento da consultoria GMattos no início de 2025. Desde então, a expansão tem sido tímida. Em janeiro deste ano, o “click to pay” teve seu primeiro avanço em aceitação, passando de 3,4% para 5,1% das lojas analisadas.

Para efeito de comparação, o Pix alcançou uma taxa de aceitação de 59,3% dois anos após o lançamento — percentual mais de dez vezes superior ao do “click to pay”. Já o NuPay, solução de “buy now, pay later” (BNPL) do Nubank, alcançou aceitação de 29% em um intervalo parecido. “Embora seja um progresso [a adoção do “click to pay”], ainda é pouco, considerando a amplitude pretendida pelas bandeiras para a plataforma”, diz o estudo.

O “click to pay” foi padronizado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) em 2024, como uma aposta da indústria de pagamentos para estimular o uso de cartões em compras on-line. Desde então, segundo a associação, “a iniciativa ampliou gradativamente o número de participantes”, somando 49 estabelecimentos comerciais habilitados no país no fim de 2025.

A solução funciona como uma espécie de carteira digital liderada pelas bandeiras, apresentada ao consumidor como um botão padronizado no ambiente digital. O sistema armazena os dados dos cartões de forma tokenizada e permite a conclusão da compra em um clique.

A principal proposta de valor do “click to pay” é oferecer transações mais seguras contra fraudes, o que tende a elevar a taxa de conversão dos pagamentos. No entanto, esse benefício central está na tokenização. Há transações tokenizadas que não utilizam essa tecnologia, sendo o “click to pay” uma camada adicional.

A Abecs destaca que o “click to pay” também tem capilaridade por meio de links de pagamento. Segundo dados da associação, esse tipo de produto, hoje, é disponibilizado para 170 mil pequenos e médios empreendedores no país, um crescimento de 240% em relação a 2024.

Para Gastão Mattos, CEO da GMattos, o principal obstáculo à expansão do “click to pay” é o atrito ainda existente no processo de adesão do usuário final. Para utilizar a ferramenta, o cliente precisa, previamente, realizar um “opt-in” junto ao banco participante. Em alguns varejistas, ainda é exigido que o e-mail de login no site seja o mesmo cadastrado no meio de pagamento, o que cria mais uma barreira à adoção.

“Esse lado do boarding do consumidor ao ‘click to pay’ tem uma diferença grande em relação ao que a gente vê no NuPay e o que a gente vê no Pix. No Pix, todo mundo se habilitou, tem 140 milhões de CPF já habilitados. No Nubank, há 110 milhões de contas correntes que estão habilitadas [automaticamente]”, explica.

Do ponto de vista do lojista, segundo Mattos, é preciso perceber benefícios claros que justifiquem a inclusão do método de pagamento. “O lojista, para incluir novas formas de pagamento no check-out, ele é muito criterioso, porque a área mais sensível da operação é o check-out. É como se você mexesse no coração da operação”, afirma. “Ele [lojista] só vai fazer isso se acreditar que esse serviço vai ser muito usado.”

Segundo a Abecs, as empresas do setor de pagamentos estão priorizando “uma base técnica robusta e a padronização tecnológica” na implementação do “click to pay”, que envolve processos e segurança do sistema. A associação estima, em levantamento interno, que o “click to pay” registra um aumento médio de conversão nas compras entre 5 e 10 pontos percentuais, além de reduzir o tempo de check-out em até 50%.

“A padronização é fundamental para que a solução ganhe cada vez mais escala de maneira eficiente e segura, garantindo benefícios concretos ao mercado, como mais praticidade ao consumidor e aumento de vendas e redução do risco de fraudes e custos operacionais ao lojista”, diz a Abecs, em nota.

A associação acrescenta que inovações estruturais têm “uma curva de adoção gradual”, mas que as empresas do setor estão “comprometidas e confiantes” com o avanço da tecnologia. “O foco atual não é apenas a quantidade de lojas, mas a qualidade e segurança da jornada de compra, preparando o terreno para que o ‘click to pay’ se torne ao longo do tempo a principal via expressa de pagamentos no e-commerce brasileiro.”

TA tecnologia “click to pay” elimina a necessidade de inserir manualmente dados do cartão durante a compra on-line — Foto: Divulgação

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