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PIB da Coreia do Sul recua 0,3% no 4º trimestre de 2025 ante período anterior | Mundo

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O Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Sul contraiu 0,3% no quarto trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores, com queda na atividade da construção civil e nas exportações.

O número, divulgado pelo Banco da Coreia na quinta-feira, sucede um crescimento de 1,3% no terceiro trimestre, o ritmo mais acelerado em 15 trimestres.

O resultado ficou aquém das expectativas de 21 economistas consultados pela agência “Reuters”, cuja previsão mediana era de crescimento de 0,1%. A contração foi a primeira desde o primeiro trimestre de 2025.

O investimento em construção civil caiu 3,9% e o investimento em instalações industriais recuou 1,8%, informou o banco central. As exportações, um importante motor do crescimento, caíram 2,1% devido à desaceleração nas remessas de veículos automotores, máquinas e equipamentos. O consumo do governo aumentou 0,6%, enquanto o consumo privado subiu 0,3%.

O banco central também anunciou na quinta-feira que o PIB registrou crescimento anual de 1% para 2025, metade da expansão de 2% registrada no ano anterior.

No início deste mês, o Ministério das Finanças da Coreia do Sul divulgou uma previsão de crescimento econômico para este ano de uma expansão do PIB de 2%, impulsionada pelo aumento do consumo e da atividade da construção civil. O ministério também alertou para riscos como a desvalorização da moeda, o alto endividamento das famílias e a incerteza no mercado imobiliário.

Os resultados do quarto trimestre foram decepcionantes, mas há sinais de que certos indicadores econômicos podem melhorar, disse Yang Jun-sok, professor de economia da Universidade Católica de Seul. “O aspecto mais preocupante é o baixo crescimento do consumo e do investimento em infraestrutura, mas as pesquisas mais recentes parecem indicar que o otimismo dos coreanos está retornando e que o consumo pode se recuperar. Isso será crucial para este ano”, disse Yang ao “Nikkei Asia”.

“O importante é transmitir otimismo às pessoas por meio de políticas que incentivem o crescimento, especialmente a médio e longo prazo. Isso significa mais reformas regulatórias e menos conflitos políticos”, disse Yang.

A estratégia do ministério se concentra em quatro pilares principais para impulsionar o crescimento: uma política fiscal expansionista que aumentará os gastos públicos em 8,1%, apoio direcionado a semicondutores e outros setores de alto valor agregado, esforços para estimular o consumo em áreas fora da região metropolitana de Seul e flexibilização das regulamentações para facilitar o investimento.

O governo do presidente Lee Jae-myeung, que assumiu o cargo em junho do ano passado, é a mais recente administração sul-coreana a buscar soluções para problemas antigos, como o fraco consumo interno e a polarização entre o pequeno número de grandes conglomerados que dominam a economia e as pequenas e médias empresas que representam grande parte do emprego.

As exportações da Coreia do Sul continuaram em alta, com o Ministério do Comércio anunciando em 2 de janeiro que os embarques para o exterior atingiram um recorde histórico de US$ 709,7 bilhões em 2025, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior.

O ministério destacou itens essenciais como chips, automóveis e navios como os principais impulsionadores do crescimento, observando também que equipamentos elétricos, produtos agrícolas e pesqueiros e cosméticos registraram seus maiores volumes de exportação de todos os tempos.

Em seu relatório mensal de tendências de janeiro, o Instituto de Desenvolvimento da Coreia (KDI), um centro de estudos estatal, afirmou que o consumo estava melhorando e considerou a fragilidade do setor da construção civil “uma das principais restrições ao ritmo da recuperação econômica”.

O instituto também chamou a atenção para a disparidade entre o desempenho das empresas fabricantes de itens de alta tecnologia, como semicondutores, e o de outras empresas. “A produção fora do setor de semicondutores apresenta apenas um crescimento modesto”, disse o KDI, acrescentando que “o otimismo no setor manufatureiro permanece em níveis baixos”.

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