O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20), durante coletiva de imprensa na Casa Branca, que convidou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado Conselho da Paz, iniciativa criada por Washington para supervisionar conflitos internacionais.
Ao responder a uma pergunta da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, Trump afirmou que Lula terá “um papel importante” no conselho e acrescentou: “Eu gosto dele”.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o convite a Lula foi formalizado por meio de uma carta enviada pela Casa Branca à embaixada do Brasil em Washington. Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou uma resposta oficial ao convite.
O Conselho da Paz foi criado por Trump como parte de seu plano de 20 pontos para encerrar a guerra na Faixa de Gaza e ampliar a mediação dos Estados Unidos em conflitos globais. Segundo a Casa Branca, o órgão terá a função de supervisionar a administração transitória do território, a reconstrução da infraestrutura civil e a implementação das etapas seguintes do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Nesta terça-feira, o presidente americano afirmou que decidiu criar o Conselho da Paz após avaliar que a Organização das Nações Unidas (ONU) não foi capaz de ajudar os Estados Unidos a resolver conflitos internacionais ao longo de seu mandato. Segundo Trump, o novo órgão pode “talvez” substituir a ONU em determinadas funções, ao oferecer um mecanismo mais direto de mediação e acompanhamento de crises.
Além do Brasil, Trump também convidou outros líderes internacionais para integrar o Conselho da Paz. Segundo informações confirmadas por autoridades estrangeiras, convites foram enviados a chefes de Estado e de governo de países como Argentina, Egito, Índia, Turquia, Canadá e Albânia. Até o momento, Hungria, Vietnã e Cazaquistão e Belarus já confirmaram participação, enquanto outros governos seguem avaliando a proposta apresentada por Washington.
O presidente americano também confirmou convites a líderes como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Xi Jinping, da China. De acordo com o Kremlin, o convite a Putin foi encaminhado por canais diplomáticos oficiais e ainda está em análise.
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