A segunda fase da “Operação Compliance Zero“, deflagrada na quarta-feira (14), quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas por supostas fraudes no Banco Master. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, em 6 de janeiro. A decisão teve o sigilo retirado.
A medida inclui o período de 20 de outubro de 2020 a 21 de outubro de 2025, quando os investigados estariam no controle do Banco Master. A medida, segundo a Polícia Federal (PF), que solicitou autorização para a operação, permitirá analisar a origem e o destino dos recursos movimentados.
Segundo a decisão, o caso tramitava na 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo, mas foi transferido para o STF a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Toffoli justificou a medida para prevenir nulidades e a aplicação da lei penal, “em um quadro de aparente aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado capitais e do sistema de regulação e fiscalização”.
Na mesma decisão, o ministro determinou o bloqueio e sequestro de bens no valor total de R$ 5,7 bilhões, de 38 envolvidos. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, o ex-sócio Maurício Antonio Quadrado, o fundador da Reag, João Carlos Mansur, e o empresário Nelson Tanure.
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