A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (16) os nomes do chamado “Conselho de Paz” que, segundo plano do presidente Donald Trump, supervisionará o governo temporário de Gaza.
Os nomes incluem o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner, informou a Casa Branca.
Trump é o presidente do conselho, de acordo com seu plano revelado no final do ano passado, segundo o qual um frágil cessar-fogo foi alcançado em Gaza.
Israel e o grupo terrorista palestino Hamas aprovaram em outubro o plano de Trump, que prevê a criação de um órgão tecnocrático palestino supervisionado por um chamado “Conselho da Paz” internacional, com o objetivo de supervisionar a governança de Gaza durante um período de transição.
O conselho também inclui o executivo de private equity e bilionário Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e Robert Gabriel, um conselheiro de Trump, informou a Casa Branca, acrescentando que Nickolay Mladenov, ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, terá o cargo de alto representante para Gaza.
A Casa Branca não detalhou as responsabilidades de cada membro.
Muitos especialistas e defensores dos direitos humanos já afirmaram que a nomeação de Trump para supervisionar um conselho que governe um território estrangeiro assemelha-se a uma estrutura colonial, enquanto o envolvimento de Blair foi criticado no ano passado devido ao seu papel na guerra do Iraque.
O major-general Jasper Jeffers, ex-comandante de operações especiais dos EUA, foi nomeado comandante da Força Internacional de Estabilização, informou a Casa Branca. Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, adotada em meados de novembro, autorizou o “Conselho da Paz” e os países que trabalham com ele a estabelecer essa força em Gaza.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violações do cessar-fogo em Gaza, onde, desde o início da trégua em outubro, mais de 440 palestinos, incluindo mais de 100 crianças, e três soldados israelenses foram mortos.
O ataque de Israel a Gaza, desde o final de 2023, matou dezenas de milhares de pessoas, causou uma crise de fome e deslocou internamente toda a população do enclave palestino. Diversos especialistas em direitos humanos, acadêmicos e uma investigação da ONU afirmam que isso equivale a genocídio. Israel alega ter agido em legítima defesa após militantes liderados pelo Hamas terem matado 1.200 pessoas e feito mais de 250 reféns em seu ataque de outubro de 2023.
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