O presidente americano, Donald Trump, cometeu uma série de imprecisões e falsificações durante o pronunciamento que fez no sábado para justificar a invasão a Caracas para capturar Nicolás Maduro. Essas são algumas delas:
Ao justificar a operação militar na Venezuela, Trump argumentou que Maduro enviou membros do Tren de Aragua aos Estados Unidos para aterrorizar as comunidades americanas. A própria comunidade de inteligência de Trump, no início deste ano, refutou essa alegação, concluindo que o grupo não era controlado pelo governo venezuelano.
Trump voltou a apontar a Venezuela como responsável principal pelo contrabando de drogas para os EUA – uma alegação amplamente desmentida pelas Nações Unidas e observadores internacionais das ações de grupos de narcotráfico.
O presidente foi vago sobre um prazo para a ocupação americana. Ele disse que caberia aos EUA decidir quando o país retornaria ao controle dos venezuelanos.
Apesar dos argumentos relacionados a valores democráticos, incluindo o combate ao tráfico de drogas e o restabelecimento da democracia, Trump mencionou o petróleo, dizendo que as empresas americanas consertariam a infraestrutura “e começariam a gerar lucro para o país”.
“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata”, disse Trump, sugerindo uma ocupação. Os Estados Unidos já fizeram isso antes, na Alemanha, no Japão e, claro, no Iraque. Jornais americanos, como The New York Times, questionaram o histórico dessas alegações.
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