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Petro e ditador de Cuba criticam Trump por CIA na Venezuela

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticaram o presidente americano, Donald Trump, por ter autorizado operações da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela.

Em evento na cidade de Puerto Asís, Petro disse que “a política imposta à Colômbia pelos Estados Unidos tem como consequência imediata uma possível invasão da República da Venezuela”.

Segundo informações do site Efecto Cocuyo, o presidente esquerdista alegou que não é admirador “das políticas implementadas pelo atual governo venezuelano”, mas disse que um conflito no país vizinho pode afetar a Colômbia.

“Essa é minha responsabilidade. Se mísseis caírem lá, ou, como anunciam hoje, se iniciarem por terra atividades violentas de agentes da CIA ou dos fuzileiros navais, ou se forem lançados mísseis contra a população civil desarmada, sejam [essas ações] relacionadas ou não à cadeia do narcotráfico, a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas está sendo violada”, disse Petro.

Já Díaz-Canel criticou Trump em uma série de posts no X. “Num momento em que o império e seu líder desatinado aprovam operações secretas da CIA contra a Venezuela, expressamos nossa solidariedade a essa nação irmã e, especialmente, ao seu presidente Nicolás Maduro”, escreveu o ditador cubano.

“Temos certeza de que a Venezuela e sua aliança popular, militar e policial derrotarão mais uma vez as ameaças e ações do império”, afirmou Díaz-Canel.

Na quarta-feira (15), Trump confirmou uma informação veiculada horas antes pelo jornal The New York Times de que autorizou a CIA a realizar operações “letais” na Venezuela. O chavismo prometeu levar o assunto a órgãos judiciais internacionais.

A gestão Trump iniciou uma operação militar no Mar do Caribe no final de agosto, com o envio de navios de guerra para a região e posteriormente de caças F-35 para um aeródromo em Porto Rico, alegando o objetivo de evitar a chegada de drogas ao território americano.

O regime chavista, porém, acredita que a operação é uma desculpa para uma intervenção militar na Venezuela.

Desde então, os Estados Unidos realizaram vários ataques no Mar do Caribe contra barcos que seriam de gangues venezuelanas, ofensiva que já matou 27 traficantes, segundo a Casa Branca.

Na quarta-feira, além de confirmar que autorizou operações da CIA na Venezuela, Trump afirmou que as forças militares americanas também devem realizar ações “por terra”.

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