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Trump desafia “controle” do Irã sobre o Estreito de Ormuz

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O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu agir para proteger o comércio marítimo que transita pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, em meio a declarações da Guarda Revolucionária do Irã de que o local está “completamente sob o controle” do regime islâmico.

“Com efeito imediato, ordenei à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA (DFC) que forneça, a um preço muito razoável, seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, especialmente o de energia, que transita pelo Golfo Pérsico”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

Ele acrescentou que “o seguro estará disponível para todas as companhias de navegação” e que “se necessário, a Marinha dos EUA começará a escoltar petroleiros pelo estreito de Ormuz o mais rápido possível”.

O regime iraniano anunciou o fechamento da rota na última segunda-feira e ameaçou atacar embarcações que tentem atravessar o estreito. “O estreito (de Ormuz) está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, assessor sênior do comandante da Guarda Revolucionária, a agências estatais iranianas.

O estreito de Ormuz é a única passagem marítima que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao Oceano Índico, e 20% do petróleo bruto mundial passa por ele.

Desde o início da guerra no último sábado, dispararam tanto os preços do petróleo, com o Brent bem acima de US$ 80 o barril, e os preços do gás, que no mercado de referência europeu praticamente dobraram.

Trump exaltou o poder econômico e militar americano como “o maior da Terra” e afirmou que novas ações poderão ser anunciadas em breve.

EUA dizem ter destruído 17 navios e centenas de mísseis balísticos do Irã

O Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) informou em uma atualização desta terça-feira que dezenas de seus aviões bombardeiros destruíram 17 navios e um submarino durante uma missão em um porto militar no sul do Irã.

Cerca de 2 mil alvos foram atacados, incluindo 100 mísseis balísticos que foram destruídos, de acordo com o almirante Brad Cooper, titular do Comando Central, que apresentou seu primeiro relatório da guerra.

Cooper, que desempenha um papel de liderança nas operações americanas no Oriente Médio, detalhou que a destruição dos navios iranianos deixou o regime sem nenhuma embarcação militar identificável no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, onde mantinha presença há décadas.

Antes da divulgação do relatório, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia comentado no Congresso que a intensidade dos ataques apenas aumentaria nas próximas horas.

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