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Moro rejeita eleição de ministros do STF, mas propõe avaliação posterior

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O senador Sergio Moro (União-PR) tratou, neste domingo (22), de uma proposta de “grande reforma” no Supremo Tribunal Federal (STF), com base em uma visita recente que fez à Suprema Corte japonesa. Um dos mecanismos previstos no país asiático que serviria de inspiração seria a instituição de uma consulta popular para avaliar o desempenho dos ministros da Corte.

A avaliação do Supremo brasileiro e as expectativas por reforma foram detalhadas em entrevista ao SBT News. Sobre a experiência internacional, ele ainda rejeitou a aproximação com o modelo mexicano: “No México, eles são eleitos, eu não sou a favor de ser eleito. Indicado, porque você precisa de uma questão técnica e histórica. Eu sou contra a eleição de juízes, agora, uma vez você guindado ao seu cargo, você ter a sua atuação submetida ou não a uma aprovação popular, é diferente.”

A ideia de Moro é submeter os ministros à aprovação popular um ano após a nomeação, na eleição nacional subsequente. Depois disso, o mesmo ministro passaria por consulta popular a cada dez anos.

O parlamentar prometeu apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para a reforma pretendida. Com a inspiração japonesa, ele defende a legitimidade da ideia: “O Japão é uma democracia consolidada, ninguém pode acusar essa proposta de ser antidemocrática.”

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Senador comenta atuação dos ministros: “às vezes parece um pouco fora de limites”

Moro aproveitou a oportunidade para elogiar a iniciativa do presidente do Supremo, Edson Fachin, em instituir um código de ética aos magistrados, apontando que a atuação de parte dos ministros “às vezes parece um pouco fora de limites”.

A movimentação por limites à atuação do STF ganhou fôlego no Senado após uma decisão do ministro Gilmar Mendes que retirou dos parlamentares o poder de pedir o impeachment dele e de seus colegas. Pelo conteúdo da liminar, apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia iniciar o processo, e o número de senadores necessários à cassação seria maior do que o que prevê a legislação atualmente.

Logo após a decisão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a citar a possibilidade de pautar reformas no Supremo, como a limitação a decisões monocráticas e a instituição de mandatos aos ministros. Em meio ao desgaste entre as cúpulas, Gilmar recuou.

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