O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou processar o apresentador do Grammy, Trevor Noah, por dizer que visitou a ilha de Jeffrey Epstein: “Parece que vou mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e burro apresentador”, disse ele na plataforma de mídia social Truth.
Durante a cerimônia, Noah disse sobre Trump em um de seus monólogos que “já que Epstein se foi, ele precisa de uma nova ilha para ficar com Bill Clinton”, referindo-se à Groenlândia.
O Grammy, apresentado esta noite em Los Angeles, foi palco de protestos contra o presidente e suas políticas de imigração, liderados por músicos como Bad Bunny e Billie Eilish. O presidente dos EUA disse em seu perfil no Truth que a premiação “é a PIOR”. “
“Praticamente impossível de assistir! A CBS tem sorte de que esse lixo não esteja mais inundando sua programação”, acrescentou.
“Noah”, continua ele, “seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, INCORRETAMENTE sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na ilha de Epstein. INCORRETO!!!”.
Trump afirmou na rede social que não sabe se Bill Clinton esteve na ilha de Epstein, mas que ele nunca esteve lá: “Até a declaração falsa e difamatória desta noite, eu nunca havia sido acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”.
O presidente dos EUA pede a Noah, a quem chama de “um completo perdedor”, que “esclareça os fatos” e que o faça “rapidamente”.
“Parece que vou enviar meus advogados para processar este pobre, patético, sem talento e burro apresentador por uma fortuna. Pergunte ao pequeno George Papadopoulos e outros como tudo terminou. E à CBS também! Prepare-se, Noah, vou me divertir com você!”, concluiu na mensagem.
A mensagem se refere a George Papadopoulos, um ex-conselheiro de Trump que foi condenado a 14 dias de prisão por mentir a agentes federais sobre o envolvimento da Rússia nas eleições de 2016.
Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou 3 milhões de novos documentos relacionados à investigação do bilionário e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que tem ligações com celebridades do entretenimento, dos negócios e do esporte, bem como com políticos como Donald Trump e Bill Clinton.
Bill Clinton afirmou ter viajado diversas vezes no avião de Epstein para eventos da Fundação Clinton, mas nega ter conhecimento de seus crimes ou ter estado em sua ilha.
Diversas vítimas do magnata denunciaram o fato de o governo não ter divulgado os autos do processo na íntegra, conforme aprovado pelo Congresso para o final de 2025.
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