A Polícia Federal (PF) vai investigar a denúncia de que a Polícia Civil de Pernambuco tem realizado um “monitoramento indevido” de aliados do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A investigação foi determinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O partido de Campos acusa integrantes do governo de Raquel Lyra (PSD) de realizarem uma “operação clandestina de monitoramento e espionagem”.
“Decisão Supremo Tribunal Federal chega para fazer justiça. A PF agora está autorizada a investigar a ação clandestina de monitoramento e de espionagem ilegal conduzida pela Polícia Civil. É hora de Pernambuco saber: quem deu a ordem? A quem interessou agir à margem da lei? Por que fazer isso em pleno ano eleitoral?”, disse Campos nas redes sociais
Segundo ele, a “participação da Polícia Federal será decisiva” para apurar o que aconteceu. “Tenho certeza que a verdade vai prevalecer”, disse.
A governadora também se manifestou sobre o caso. “Não existe, por parte do governo de Pernambuco, nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja. Por outro lado, é muito importante dizer que, sob o meu comando, nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado, se tiver indícios suficientes para isso”, afirmou Raquel, em um vídeo divulgado no Instagram.
Segundo reportagem da TV Record veiculada no dia 25 de janeiro, Gustavo Queiroz Monteiro, secretário municipal de Articulação Política e Social, foi seguido por policiais civis de agosto a outubro de 2025, sem ordem judicial.
O governo confirmou que houve o monitoramento do secretário depois de uma denúncia anônima de recebimento de propina, e que houve uma checagem preliminar, mas que, como a hipótese não se confirmou, o caso teria sido arquivado.
Raquel e Campos devem se enfrentar nas eleições deste ano. A governadora tentará a reeleição enquanto ele deve deixar a prefeitura para se lançar candidato.
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