Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que o ditador da Rússia, Vladimir Putin, aceitou um pedido dele para não atacar a Ucrânia durante uma semana, o Kremlin alegou que tal cessar-fogo está vigente, mas que o prazo termina domingo (1º).
“Posso afirmar que o presidente Trump de fato fez um pedido pessoal ao presidente Putin para que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações”, declarou nesta sexta-feira (30) o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo informações da agência France-Presse (AFP).
O Kremlin e a Casa Branca não informaram quando ocorreu o contato entre Trump e Putin para discutir a questão. Porém, nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu que, se a conversa ocorreu no domingo passado (25), o prazo de uma semana sem agressões não foi respeitado.
“Não houve ataques a instalações de energia na noite passada”, disse Zelensky nesta sexta-feira. “Mas ontem à tarde nossa infraestrutura energética em várias regiões foi atingida.”
Em uma reunião de gabinete na quinta-feira (28), Trump citou o “frio extraordinário” na região como a principal razão para seu pedido, já que a Rússia seguia bombardeando infraestruturas de energia ucranianas em meio ao inverno no Hemisfério Norte.
“[A conversa] foi muito boa. Muitas pessoas disseram: ‘Não adianta telefonar, você não vai conseguir [a trégua de uma semana]’. E ele [Putin] aceitou”, disse o presidente americano.
Em março do ano passado, Trump já havia combinado com Putin um cessar-fogo de 30 dias nos ataques a infraestruturas de energia ucranianas, mas o ditador descumpriu o compromisso e a ofensiva russa a esses alvos continuou nas semanas seguintes.
Na terça-feira (27), um ataque russo com drones a um trem civil na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, matou cinco pessoas.
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