O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quarta-feira (28) suas contas de investimento com apoio do governo para bebês no país e incentivou empresas americanas a contribuir para as contas familiares de seus funcionários.
A Casa Branca está criando essas contas de investimento para recém-nascidos ao longo dos próximos três anos, com um aporte inicial de recursos do governo. Trump e o Partido Republicano vêm buscando responder às preocupações dos eleitores com o custo de vida antes das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.
“Daqui a décadas, acredito que as contas Trump serão lembradas como uma das inovações de política pública mais transformadoras de todos os tempos”, disse o presidente americano no evento em Washington, que contou com a presença de muitos bebês para reforçar a mensagem pró-família de sua administração.
As contas — que levam o nome de Trump — foram criadas no ano passado no âmbito do One Big Beautiful Bill Act, a principal lei de impostos e gastos de seu partido. O Tesouro dos EUA afirma que depositará US$ 1.000 em contas de investimento para todas as crianças nascidas entre 2025 e 2028, com cerca de 25 milhões de famílias estimadas como elegíveis.
O governo investirá o dinheiro em fundos de índice de baixo custo, com crescimento diferido de impostos. O imposto de renda será devido no momento do saque. As contas entram oficialmente em operação em 4 de julho deste ano, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que mais de 500 mil famílias já se inscreveram.
Trump afirmou que o impacto das contas será medido “não apenas na riqueza criada; será visto em jovens comprando casas que jamais teriam sequer sonhado em comprar. Será visto em diplomas obtidos, empresas fundadas, famílias formadas e mais bebês nascendo”.
A Casa Branca está incentivando as famílias a fazer aportes adicionais nessas contas, e alguns investidores privados já contribuíram com valores maiores, como o investimento de US$ 6,25 bilhões do empresário Michael Dell e de sua esposa, Susan.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira que as contas ajudariam a enfrentar a falta de poupança entre muitas famílias americanas. Sem contribuições adicionais, a administração espera que as contas valham cerca de US$ 5.800 quando os bebês completarem 18 anos.
Mas, se as famílias contribuírem com o valor máximo de US$ 5.000 por ano, segundo Leavitt, a conta poderia acumular quase US$ 1,1 milhão quando o beneficiário completar 28 anos. Ela não apresentou os cálculos que explicariam como a administração chegou a esse valor.
Analistas financeiros estimaram que, com contribuições máximas, o portfólio chegaria a cerca de US$ 700 mil aos 28 anos. Eles compararam as contas Trump a contas de aposentadoria, já que a conta se converte em uma IRA tradicional aos 18 anos, e observaram que os impostos terão de ser pagos no momento do saque.
Grandes empresas dos EUA — como Visa e IBM — se comprometeram a contribuir para as contas de seus funcionários americanos, e Trump convocou “todos os empregadores” do país a fazer o mesmo.
Às vésperas das eleições de meio de mandato — quando os republicanos tentarão manter o controle do Congresso — a administração Trump está promovendo as contas como uma vitória tanto para democratas quanto para republicanos. Os republicanos veem Trump como seu melhor porta-voz em temas econômicos e contam com ele para conquistar eleitores céticos, apesar de pesquisas de opinião mostrarem que mais americanos estão insatisfeitos com a forma como ele conduz a economia.
Para ajudar a promover as contas, o presidente convidou a rapper Nicki Minaj ao palco. Ela se destacou em um casaco de pele branco em meio a um público de Washington vestindo ternos escuros. “Eu sou provavelmente a fã número um do presidente, e isso não vai mudar”, disse Minaj, acrescentando que não se deixará intimidar por opositores de suas políticas.
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